"Precisamos desenvolver nossos coordenadores."
💡 Esse pedido, batizado direito, é pedido de treinamento in company customizado: um programa pensado pra essa equipe, não um pacote fechado de liderança. Mas antes de fechar o formato, vale entender o que está por trás do pedido.
Os profissionais estão assumindo a primeira liderança? Precisam delegar melhor? Têm dificuldade para dar feedback? Ou precisam alinhar responsabilidades entre áreas?
O tema "liderança" pode atender a todas essas demandas, mas cada uma pede prioridades, exemplos e atividades diferentes.
É nesse ponto que a customização ganha sentido. Um treinamento in company customizado parte da necessidade da empresa para definir o que será desenvolvido, com quem e em quais condições. O RH e o gestor da área ajudam a transformar um pedido amplo em uma proposta conectada ao trabalho dos participantes.
📋 O que você vai encontrar neste guia:
- O que é um treinamento in company customizado?
- Mesmo tema, necessidades diferentes
- O que alinhar com o fornecedor
- Qual é o papel do RH e do gestor?
- Como a CR BASSO customiza o treinamento in company?
O que é um treinamento in company customizado?
O treinamento in company é realizado para uma turma exclusiva da empresa contratante. A customização aproxima o programa das necessidades dessa organização, considerando os objetivos, o perfil dos participantes, os desafios do trabalho e as condições de realização.
A extensão dessa adaptação depende da demanda. Um programa pode partir de conteúdos já estruturados e ajustar prioridades, exemplos e atividades. Em outras situações, pode exigir uma composição específica de temas e encontros.
Por isso, vale esclarecer com o fornecedor o que será adaptado e como o alinhamento acontecerá.
Mesmo tema, necessidades diferentes
Imagine duas empresas que desejam desenvolver novos coordenadores.
🏢 Na primeira, os profissionais foram promovidos pelo domínio técnico e agora precisam aprender a delegar, acompanhar entregas e conduzir conversas com suas equipes.
🏢 Na segunda, os coordenadores já têm experiência na gestão de pessoas, mas enfrentam dificuldades para negociar prioridades com outras áreas e lidar com responsabilidades compartilhadas.
Ambas podem solicitar um treinamento de liderança. Entretanto, o foco do desenvolvimento será diferente. Na primeira, faz sentido investigar práticas de gestão da equipe. Na segunda, a conversa pode apontar para comunicação, negociação e colaboração entre áreas.
Esses exemplos mostram por que o nome do curso é apenas o início do briefing. O contexto ajuda a definir quais competências precisam ser trabalhadas.
O que alinhar com o fornecedor
Antes de escolher os conteúdos, RH e gestor precisam descrever a mudança esperada.
Objetivo: o que precisa mudar no trabalho?
"Melhorar a liderança" é uma intenção ampla. "Preparar os coordenadores para delegar com clareza e acompanhar as entregas" oferece uma direção mais concreta.
Uma pergunta útil para essa conversa é: depois do treinamento, o que esperamos que os participantes consigam fazer melhor?
Também vale pedir exemplos das situações atuais. Eles ajudam a esclarecer o desafio e a discutir o papel da capacitação. Algumas demandas podem exigir, além do treinamento, ajustes de processos, recursos ou responsabilidades.
💡 Pra quem está formando a primeira geração de líderes, vale conhecer também o Programa de Desenvolvimento de Líderes da CR BASSO, pensado especificamente pra essa fase.
Público: quem participará e em qual contexto?
Pessoas com o mesmo cargo podem ter experiências e necessidades distintas.
Para orientar o programa, compartilhe informações sobre funções, tempo de experiência, unidades, rotinas e desafios dos participantes. Indique também a quantidade de pessoas e as diferenças relevantes entre os grupos.
Em uma turma de novos coordenadores, por exemplo, alguns podem ter acabado de assumir a função, enquanto outros já lideram há meses. Essa informação ajuda a discutir o nível de aprofundamento e as situações que serão usadas nas atividades.
O importante é oferecer uma visão do público que vá além da lista de cargos.
Conteúdo: quais conhecimentos e habilidades são prioritários?
O conteúdo deve responder aos objetivos identificados no alinhamento.
Se a dificuldade principal está na delegação, vale discutir aspectos como definição de responsabilidades, comunicação das expectativas e acompanhamento das entregas. Se a demanda envolve conflitos entre áreas, outras competências podem ganhar prioridade.
⚠️ Tentar incluir todos os temas de liderança em um único encontro pode dificultar a escolha do que aprofundar. RH, gestor e fornecedor precisam combinar prioridades compatíveis com o tempo disponível.
Compartilhar o que a equipe já estudou ou praticou também ajuda a evitar repetições e a identificar o próximo passo do desenvolvimento.
Prática: como aproximar as atividades da rotina?
A customização pode aparecer nos exemplos, nas discussões e nas atividades propostas aos participantes.
Para coordenadores que precisam delegar melhor, uma possibilidade é trabalhar uma situação de distribuição de tarefas e discutir como comunicar o resultado esperado, o prazo e os pontos de acompanhamento.
Para quem enfrenta divergências entre áreas, o exercício pode envolver uma conversa sobre prioridades e responsabilidades.
Essas são possibilidades a alinhar com o fornecedor. RH e gestor podem contribuir com situações representativas, preservando informações confidenciais e evitando expor pessoas.
Também é útil conversar sobre onde os participantes poderão aplicar o aprendizado e que apoio receberão depois do treinamento.
Viabilidade: como organizar a participação?
O desenho do programa precisa considerar as condições da empresa.
Formato, carga horária, agenda, localização e composição das turmas influenciam a organização do treinamento. Se os coordenadores atuam em diferentes unidades, por exemplo, é necessário discutir como viabilizar os encontros e manter a cobertura das equipes.
Informe as restrições e sinalize o que pode ser negociado. Se a carga horária ainda não estiver definida, o fornecedor pode apresentar alternativas para avaliação.
Prazo de decisão, orçamento disponível e exigências de compras também ajudam a construir uma proposta que possa avançar no processo interno de contratação.
Qual é o papel do RH e do gestor?
O RH organiza a demanda, relaciona o desenvolvimento às prioridades da empresa e acompanha a contratação. O gestor contribui com o conhecimento da rotina, das dificuldades e das expectativas para sua equipe.
Essa participação conjunta permite discutir tanto o que precisa ser aprendido quanto as condições para aplicação no trabalho.
Antes da primeira conversa com o fornecedor, vale reunir alguns pontos: uma descrição do desafio com exemplos concretos, o perfil e a quantidade de participantes, a mudança esperada e os temas prioritários, e as condições de agenda, formato e realização. E também os pontos que ainda precisam de alinhamento, porque nem tudo precisa estar fechado para começar a conversa.
Não é necessário ter todas as respostas para iniciar o contato. Distinguir o que está definido do que ainda precisa ser investigado já oferece um ponto de partida.
Como a CR BASSO customiza o treinamento in company?
Na CR BASSO, o alinhamento de um treinamento in company customizado acontece em duas etapas.
🏢 Antes da contratação, conversamos com o RH e o gestor para entender a demanda e elaborar uma proposta de trabalho customizada para a realidade do cliente.
🏢 Após a contratação, fazemos o ajuste fino com a área para aprofundar as situações que precisam ser trabalhadas e ajustar o treinamento aos desafios reais dos participantes.
A conversa inicial orienta a proposta. O alinhamento posterior detalha a necessidade com quem conhece o cotidiano da área.
Fica a pergunta: quando sua empresa pede um treinamento de liderança, ela está nomeando um curso ou está descrevendo um problema que ainda precisa ser traduzido? A diferença entre as duas coisas é o que separa um programa genérico de um que muda alguma coisa na rotina do time.
A CR BASSO capacita RH e gestores a transformar um pedido amplo de desenvolvimento em um treinamento in company customizado à rotina do time.
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Boa parte da dificuldade em alinhar um treinamento de liderança nasce de um pedido que chega vago demais. Leia também Comunicação na Liderança: O Que Acontece Quando Não Funciona.
Perguntas frequentes sobre treinamento in company customizado
O que muda entre um treinamento padrão e um treinamento in company customizado?
O treinamento padrão segue um conteúdo fixo, pensado pra atender vários públicos ao mesmo tempo. O treinamento in company customizado parte da necessidade específica da empresa, ajustando objetivo, público, conteúdo e prática à realidade de quem vai participar.
Quem decide o conteúdo de um treinamento in company customizado?
A decisão é conjunta. RH e gestor trazem o conhecimento da rotina, das dificuldades e das expectativas da equipe, e o fornecedor traduz isso em uma proposta de conteúdo e atividades.
A customização muda o prazo de alinhamento do treinamento?
Depende da complexidade da demanda. Um programa que parte de conteúdo já estruturado tende a ser mais rápido de alinhar. Uma demanda que exige composição específica de temas costuma pedir mais rodadas de conversa entre RH, gestor e fornecedor.
O treinamento in company customizado serve para qualquer porte de empresa?
O formato in company costuma fazer mais sentido pra empresas com equipe suficiente pra formar uma turma exclusiva. A CR BASSO atende principalmente empresas de médio e grande porte, com programas desenhados pra essas organizações.
Como começar a customizar um treinamento in company com a CR BASSO?
O primeiro passo é levar o desafio pra conversa, mesmo sem todas as respostas prontas. A CR BASSO conversa com RH e gestor pra entender a demanda antes da contratação, e faz o ajuste fino com a área depois.