bandeira do brasil

Como usar storytelling corporativo para comunicar decisões e mudanças

COMPARTILHAR POST

Como usar storytelling corporativo na empresa

“Os números estavam certos. Todo mundo concordou. Duas semanas depois, nada tinha mudado.”

Parece falta de comprometimento. Na maioria das vezes, é uma mensagem que ninguém conseguiu levar para a própria rotina.

A reunião teve dados, gráficos e uma conclusão clara. Mas dado informa, e informação sozinha raramente vira ação. Quem ouviu entendeu o que foi dito. Só não encontrou ali nenhuma situação em que se reconhecesse.

É esse espaço que o storytelling corporativo ocupa. Para o líder, é uma forma de tornar decisões e mudanças compreensíveis. Para o RH, é um jeito de fazer treinamento, cultura e feedback chegarem a quem precisa agir.

O que você vai encontrar neste artigo

  1. O que é storytelling corporativo
  2. Uma boa história de trabalho tem poucas peças
  3. Quando uma história explica melhor que um slide
  4. Onde o storytelling faz diferença na liderança e no RH
  5. O que não fazer
  6. Como começar na segunda-feira
  7. O que ficou da última reunião

O que é storytelling corporativo

Storytelling corporativo é o uso de narrativas para comunicar uma ideia, uma decisão ou um valor dentro da empresa. Em vez de apresentar apenas conceitos e dados, quem comunica mostra uma situação concreta, com pessoas, um desafio e um desfecho, para que o ouvinte entenda o porquê e se reconheça nela.

Não é enfeitar a apresentação nem contar causo para descontrair. Também não é inventar. Uma história de trabalho funciona quando é verdadeira, ou quando está claramente apresentada como exemplo hipotético.

E não substitui o dado. Ela dá ao dado um lugar na vida de quem ouve. O argumento continua sendo necessário, e o post sobre como construir argumentos que convencem trata dele.

Uma boa história de trabalho tem poucas peças

As histórias que funcionam no ambiente corporativo costumam ter as mesmas peças. Alguém, que é o personagem. Uma situação em que esse alguém está. Algo em jogo, que cria a tensão. Uma escolha ou uma virada. E um desfecho que mostra a consequência.

Não é preciso mais do que isso, nem muito tempo. O que costuma faltar não é criatividade. É a escolha da situação certa.

Quando uma história explica melhor que um slide

Imagine um gerente de atendimento que precisa convencer a equipe a registrar todos os contatos no sistema novo. A versão sem história diz que o sistema vai padronizar os registros e melhorar os indicadores. Todo mundo concorda, e quase ninguém muda.

A versão com história diz que, na semana passada, um cliente ligou pela terceira vez para explicar o mesmo problema, porque cada atendente tinha anotado de um jeito. Quem atendeu a terceira ligação precisou pedir desculpas por algo que nem tinha feito. O sistema novo existe para que isso não aconteça de novo.

O ponto é o mesmo. A segunda versão deixa a equipe ver o que está em jogo.

Onde o storytelling faz diferença na liderança e no RH

A comunicação de mudanças é o primeiro lugar. Anunciar uma reestruturação com um organograma novo diz o que muda. Contar o que acontecia antes e o que vai ficar mais fácil depois responde à pergunta que a equipe de fato faz. A resistência costuma nascer dessa pergunta sem resposta, tema que aparece no post sobre gestão de mudanças.

O feedback é o segundo. “Você precisa melhorar a comunicação” é um rótulo. Contar uma situação específica, como uma entrega que chegou sem contexto e o que isso causou à outra área, dá à pessoa algo concreto para fazer diferente. A comunicação do líder no dia a dia também é assunto do post sobre comunicação na liderança.

Há ainda a integração de pessoas novas e a cultura. Uma regra de conduta no manual é fácil de esquecer. A situação real em que alguém da empresa agiu de outro jeito, e o que aconteceu depois, é o que as pessoas repetem no corredor. Para o RH, vale juntar essas situações de forma intencional.

E o pedido de investimento. Quando o RH leva uma demanda à diretoria, o número abre a conversa. A situação concreta que o número resume é o que faz a diretoria lembrar do pedido na semana seguinte.

O que não fazer

Contar uma história que não tem ligação com o ponto. O ouvinte lembra da história e esquece da mensagem.

Colocar sempre o próprio líder como protagonista. A equipe percebe, e a história vira promoção pessoal.

Apresentar como real uma situação inventada. Dentro de uma empresa as pessoas se conhecem, e a credibilidade perdida com uma história falsa não volta com a próxima.

Usar a história para fugir de um dado desconfortável. Narrativa que esconde o problema é a pior versão do storytelling, e a equipe também percebe isso.

E expor pessoas. Antes de contar uma situação real, vale perguntar se ela pode ser reconhecida e se quem a viveu se sentiria exposto.

Como começar na segunda-feira

Escolha uma mensagem importante da semana. Uma decisão, uma mudança, um feedback que precisa ser dado.

Pergunte quando isso já aconteceu por aqui. A situação não precisa ser dramática. Precisa ser reconhecível por quem vai ouvir, e vir da realidade da própria empresa, não de um livro.

Monte a história em poucas frases, com as peças que citamos, e diga o ponto logo depois dela. Teste com alguém antes. Se a pessoa lembrar da situação, mas não da mensagem, a ligação entre as duas ainda está fraca.

Para o RH, vale um passo a mais. Registre as situações reais que aparecem em treinamentos, avaliações e conversas com gestores, com autorização e sem expor ninguém. Esse repertório vira, aos poucos, material para onboarding, desenvolvimento de lideranças e comunicação interna.

Contar bem é uma habilidade que se desenvolve com prática. Quem quiser desenvolvê-la em grupo pode conhecer o Treinamento de Comunicação e Práticas do Storytelling da CR BASSO.

O que ficou da última reunião

Uma mensagem bem estruturada ainda pode não ser lembrada. O que a faz ficar, quase sempre, é a situação que a acompanha.

Qual foi a última mensagem importante que sua equipe ouviu e não levou para a rotina? E que situação vivida aqui dentro, contada em poucas frases, teria dito a mesma coisa de um jeito que ficasse?

A CR BASSO capacita equipes para usar storytelling na comunicação do dia a dia de trabalho.

Conheça o Treinamento de Comunicação e Práticas do Storytelling →

Perguntas frequentes sobre storytelling corporativo

O que é storytelling corporativo?

É o uso de narrativas para comunicar uma ideia, uma decisão ou um valor dentro da empresa. Em vez de apresentar apenas conceitos e dados, quem comunica mostra uma situação concreta, com pessoas, um desafio e um desfecho, para que o ouvinte entenda o porquê e se reconheça nela.

Para que serve o storytelling nas empresas?

Serve para tornar uma mensagem compreensível e fácil de lembrar. É usado para comunicar mudanças, dar feedback, apresentar decisões, integrar pessoas novas e transmitir a cultura da empresa, sempre ligando a ideia a uma situação concreta do trabalho.

Como líderes podem usar storytelling no dia a dia?

Escolhendo a mensagem importante da semana, encontrando uma situação real da própria empresa que a ilustre e contando em poucas frases, com personagem, situação, o que estava em jogo, a escolha e o desfecho. O ponto da mensagem vem logo depois da história. A CR BASSO atua há mais de 30 anos em educação corporativa e oferece o Treinamento de Comunicação e Práticas do Storytelling para quem quer desenvolver essa prática em grupo.

A história contada no trabalho precisa ser real?

Ela deve ser verdadeira ou apresentada claramente como exemplo hipotético. Dentro de uma empresa as pessoas se conhecem, e uma história falsa apresentada como real custa credibilidade. Antes de contar uma situação real, vale cuidar para não expor ninguém.

Storytelling substitui dados e indicadores?

Não. A história dá contexto ao dado e ajuda a lembrá-lo, mas a decisão continua precisando de números. Os dois se complementam.

COMPARTILHAR POST

Quer saber mais sobre algum tema?

Digite um tema da sua preferência e nossa inteligência vai achar um blogpost associado:

Assine nossa Newsletter para receber conteúdos do mundo coporativo.

Siga a CR BASSO - Redes sociais

Nossas Redes

Acompanhe a CR BASSO nas
redes sociais: